quarta-feira, 17 de julho de 2013

25 Semanas - 3º Trimestre e Sintomas de Gravidez Parte II

Sabe por que adorooo as quartas-feiras???? Nas quartas meu Miguel faz aniversário! E hoje, 17 de julho estamos completando 25 semanas. 




Cada tabela fala uma coisa sobre semanas e meses. Então, eu resolvi fazer a minha própria tabela para me orientar. Nela, o mês é considerado como sendo 4 semanas e 2 dias. Então quando estiver com 25 semanas e 5 dias estarei completando 6 meses de gestação. Mas por que já não me considerar com 6 meses??? rsrsrsrsrsr. 
Sendo assim, resolvi roubar 5 dias e me considerar na reta final: O 3º trimestre!!!!!!!!!!!! 






SINTOMAS DE GRAVIDEZ


Bem, eu como uma típica grávida que teve praticamente todos os sintomas possíveis atualmente me encontro da seguinte forma:
- Andando feito um pinguin;
- Trilha sonora sempre presente: "ai"
- Muitos xixis, mas não chegam a incomodar;
- Faltas de ar constantes e sim, incomodam muito;
- Cansaço frequente;
- Sono e falta de sono (como pode? Sim, no mundo das grávidas isso é totalmente aplicável)
- Muito chorosa!!!! Muito irritada!!! Muito feliz!!! Tudo é muito!!! Olha a TPN aí gente!!!!!!
- O termo rolha de poço se encaixa perfeitamente à minha descrição;
- Mesmo me achando gorda, amo a minha barriga;
- Sensação de estufamento na barriga, parece que ela vai explodir;
- Libido em baixa;
- Sensação de desmaio, fraqueza, tontura;
- Vômitos ainda presentes pela manhã, mas não todos os dias;
- Enjoos esporádicos;
- Azia;
- Pressão baixa;

Hoje iniciou um novo sintoma que veio para marcar o início da reta final: dores nos ossos pélvicos como se eles estivessem se abrindo. Esse é outro sintoma que considero de grade desconforto. Junto com ele, uma dor na musculatura da pepeca, como se estivesse se esticando. O que isso significa? Não faço a menor ideia!!! Mas como semana que vem tenho uma nova GO, vou tentar entender o que acontece.


NOVA OBSTETRA E DISPONIBILIDADE MÉDICA

Sei que é meio estranho eu em pleno terceiro tri mudar de médico, mas acontece que o meu atual, apesar de ser muito bom, e talvez por isso esse tenha sido o valor cobrado, me informou que a disponibilidade dela para fazer meu parto seria de R$3.600!!!!!!!!!!! Nem vou entrar no mérito do absurdo que é esse cobrança de modo geral, pois já me estressei muito com isso, mas para uma pessoa que acabou de comprar um apartamento, pagar um valor assim está fora de cogitação. Então andei me consultando com outros médicos e sondei muito para tentar encontrar algum que não cobrasse. Caso perdido. Decidi aceitar a situação, mas de uma forma que coubesse no meu bolso, quer dizer, caber, nenhum valor caberia, mas com muito esforço talvez tenhamos esse valor quando o momento chegar.

Enfim, por isso estou indo em uma nova médica. Ela fez o parto de uma amiga do trabalho e cobrou R$ 2.000 e parece ser uma boa profissional. Então, estou de dedos cruzados para que ela seja boa mesmo e que não tenha aumentado o valor.




sábado, 13 de julho de 2013

24 semanas - TPN

Hoje são 13 de julho. Estou com exatas 24 semanas e 3 dias. Miguel está lindo e crescendo superbem. Ele vive num mundo à parte. Sem tristezas, raivas, medos... ele apenas vive o milagre da vida. E quanta vida tem esse neném! 

Então, escrevi no título TPN. Significado: Tensão Pré Neném. Que sugeriu esse nome foi a Mariana do grupinho do face após eu comentar estar em uma TPM. O que isso quer dizer? Um chororô terrível! Estou muitooo sensível! Acho que tem muito disso ligado ao momento que estou vivendo. As incertezas no casamento, as dificuldades no trabalho, a falta da família. Tenho me sentido muito só. O Erik ainda por cima está viajando. Então muita solidão.

Para completar o quadro TPN percebi que uma amiga muito próxima (a minha melhor amiga aqui no ES) está chateada comigo. O por que? Não faço a menor ideia. Tenho umas suspeitas, mas não sei ao certo. Sei que o motivo é muito banal para aquela postura. Afinal, uma semana antes eu só havia expresso uma opinião particular que nem de longe foi direcionada a ela, mas aparentemente ela se ofendeu.

Ontem uma amiga casou (vou ser madrinha de casamento religioso dela) e de noite fomos em um restaurante comemorar. A amiga chateada em questão chegou e sentou do meu lado. Eis que ela passou a noite toda sem olhar na minha cara. Eu falava com ela e ela respondia sem olhar para mim. Fiquei com uma vontade de chorar imensa (TPN?).  Enfim, o motivo que ela estava chateada só posso especular que seja o que havia acontecido uma semana antes 

Não é a 1º vez que ela faz essa cara de (desculpe o termo) CU para mim e nunca teve a coragem de chegar e falar o que realmente a chateava. Essa postura faz com que me sinta péssima e sem nem poder pedir desculpas e tentar melhorar.

Após ela ir embora eu comecei a chorar. As minhas amigas que estavam ali perguntaram o que estava acontecendo e eu falei o que tinha acontecido. Cada uma foi dizendo que achava que era consigo o motivo daquela postura, ou seja, ela fez cara de CU para TODAS. Uma delas disse que a menina chateada nem respondia o que lhe era perguntado. 

Achei aquilo tudo muito chato. Como uma pessoa pode criar tanto mal estar assim nas pessoas? O pior é que gosto muitooo dela, mas não quero viver posando em ovos sem puder falar o que penso. Poxa, se vc não compartilha de minhas opiniões pelo menos a respeite. Eu tenho o direito de pensar e ter opiniões diferentes. 

Nesse ponto chego a uma conclusão: tem amizades que são difíceis demais de serem vivenciadas. 

Continuo pensando que ela está com raiva de mim pela opinião que emiti uma semana antes. Apesar de não ter sido pessoal, ela levou para o pessoal, "entonsi" FODA-SE! Ela que está me desrespeitando ao não entender que podemos ter opiniões diferentes! Ela que está me ofendendo com essa postura ridícula e infantil. Sim! estou carente de amigos. Sim! sou uma pessoa que fala td o que pensa sem filtro. Sim! Sou muito sincera. Sei que preciso melhorar essas questões, mas prefiro a sinceridade demasiada à falsidade. 

Planos para essa tarde: ir almoçar no shopping, assistir a um bom filme e relaxar. Nada de curtir foça! TPN faz parte sim da gravidez! Choro faz parte sim da gravidez! Emoções extremas fazem parte sim da gravidez! Mas não podemos nos deixar levar por eles. Mais uma vez levanto o rosto e sigo em frente. Não deixo de ficar triste pela situação e por essa pessoa tão insensível, que sabe de todas as dificuldades que tenho enfrentado e que me abandona assim. Eu jamais faria isso a uma colega, imagina a uma amiga. Mas a perdoo. Cada um é diferente. Só posso desejar que isso tudo não tenha um fundo de problemas pessoais na vida dela e que seja só uma questão comigo e nada mais.

Bem, é isso. Vou agora me arrumar e passear!!! Ebaaa. Agora, mais do que nunca, não estou só. Tem meu pequeno cutucador (lembrei do livro Amanhecer) que conversa o tempo todo comigo e me transborda de amor.

terça-feira, 9 de julho de 2013

23 SEMANAS

Hoje completei 23 semanas (03/07). Ontem fiz a ultra morfológica e o Miguel estava perfeito. Crescendo super bem. Estava com 27cm e 493g. Os tamanhos estavam ótimos, só o tamanho do fêmur que deu uma semana a menos. Mas deve ser normal. Fiz essa ultra em uma nova clínica, pois a que eu costumava fazer não faz a morfológica. Acho que isso se deve ao fato de ser uma ultra mais demorada. Essa clínica que fui (CDI) é bem grande e moderna, porém o médico que fez o exame não explicava muita coisa e eu tinha que ficar espremendo ele para me contar tudinho. Mas acabou que ele não viu o sexo e fiquei com um pouco de receio, pois “as partes” do Miguel só foram confirmadas em uma ultra só.

O Miguel chuta muito forte. Agora posso ver os chutes olhando para a barriga. E como eu curto cada chutinho ou cada cutucada. Nada na vida se compara a isso! 

Erik também tem curtido muito os chutinhos. Do jeito dele ele tem se mostrado um pai babão. A cada dia meu marido me surpreende no quesito paternidade. Nas duas semanas anteriores ele viajou a trabalho para MG e sempre que podia me ligava querendo saber de mim e do Miguel. Em um dado momento ele escreveu no whatsapp que não via a hora dele nascer. Isso parece bobagem, mas conhecendo meu marido e a sua dificuldade de expor emoções, percebo o quanto ele ama esse filho e isso enche meu coração. 

Ontem começamos a pintar o quartinho. Desde menina idealizava o quarto do meu filho e tinha muitos planos para ele. No entanto, com a compra do apartamento, estamos bem apertados financeiramente e tive que adaptar meu sonho. No lugar de papel de parede, estamos pintando listras... ou melhor, o Erik está. E está ficando lindo! Não é simples, mas dá para fazer. O Erik está muito empenhando no projeto "Quarto Miguel" e isso me deixa toda babona e feliz pela escolha de tê-lo como pai do meu filhote.

Semana que vem ele viaja de novo e vou morrer de saudades mais uma vez. Mas o que há de fazer? Afinal é o trabalho dele.

Aqui vai uma prévia de como está ficando o quarto do Miguel. Ainda não colocamos o roda-meio. Mas na segunda foto fiquei segurando ele para ter uma ideia do resultado final.




20 SEMANAS


O Miguel tá mexendo muito forte! Agora já sinto ele quando coloco a mão na barriga. Sinto tanto amor pelo meu filhote. Converso muito com ele e por vezes ele responde mexendo, rsrsrsrs.


16 a 19 SEMANAS

O tempo está passando rápido. Comecei as compras do enxoval do Miguel e já estou com quase tudo comprado.

Tenho estado muito sensível. Choro a toa.

O Miguel está mexendo cada vez mais. Comecei a senti-lo no fim da 12ª semana, mas não tinha certeza se era ele. Mas agora sinto com mais frequência e mais forte!

Algumas fotinhas do que comprei para o quarto
.



















15 SEMANAS - DIAS DAS MÃES

Dois dias após a ultra do sexo foi o dia das mães. 12 de maio de 2013. Meu primeiro dia das mães. Esse dia foi muito especial para mim. Eu nunca mais estaria só e esse dia seria para agradecer a Deus pela benção que ele havia derramado em nossas vidas. O Erik cada vez mais mostra-se um pai participativo. Sempre tive medo de que tipo de pai que ele seria, mas ele a cada dia me surpreende. Sempre acaricia a minha barriga e fala com o Miguel. Tenta escutar seu coração colocando o ouvido na minha barriga ou pegando o meu estetoscópio. Frequentemente acaricia meu ventre. Hoje, eu devo agradecer! Foram tantas bênçãos neste ano e na minha vida. Tenho tanto orgulho do meu filhote! 

Saímos com um casal de amigos que também são de Fortaleza. Estávamos sem nossas mães, então comemoraremos juntos para não sentir aquele vazio que a falta da família deixa. Fomo a um restaurante na cidade ao lado: Vila Velha. Esperamos um bom tempo na fila. Para variar a dor de cabeça e o enjoo estavam presentes. Comemos um delicioso macarrão com frutos do mar. Foi tudo muito bom. Não ganhei nenhum presente físico. Estamos em contenção de despesas e o Erik é meio ruim de dar presentes. Mas não senti falta. Meu presente maior estava dentro de mim.

Bati essa foto abaixo no dia das mães. =)

















15 SEMANAS - Qual a cor do meu mundo?

Dia 10 de maio de 2013 saí do trabalho lá pelas 14:30. Fui fazer uma ultrassom para ver se descobria o sexo. Fui de ônibus, pois o Erik estava em reunião no trabalho e não poderia me acompanhar.

Por sorte cheguei lá bem rápido e fui logo atendida. Por uma lado foi bom, pois eu estava muito nervosa. Por algum motivo que desconhecia, estava muito ansiosa, meu coração estava disparado. Por outro lado foi ruim, pois se eu tivesse demorado para ser atendida talvez desse tempo para o marido chegar.

Enfim, chamaram meu nome eu entrei na sala que já estava em meia luz. A médica da ultra era bem simpática e me orientou a deitar na maca. Dava para ver meu coração pulsando fortemente. Era uma crise de pânico? Não estava bem. A médica começou a gravar as imagens. De cara vi meu bebe ali. Estava tão grande! A preocupação que o coração não estivesse batendo já não era tão forte. Meu filho é um guerreiro. Ela mediu a cabeça, a barriga, o fêmur e o úmero. Meu bebe se mexia muito... tão danadinho. Esses encontros na ultra sempre são muito emocionantes. 

Daí a médica perguntou se eu queria saber o sexo. Claro que sim!!!!! Ela começou a dizer que não estava com vontade de dizer... ai que me deu uma raiva! Pensei: “Diz logo sua bruxa”, rsrsrsrsrsrsrsr. Ela colocou a imagem e era inegável. Não havia dúvidas. Meu mundo é da cor... AZUL!!!!!!!!!!!!!!!!








O Miguel estava ali. Ele não se fez de rogado. Mostrou muito fácil seus documentos. Até a médica ficou impressionada. Mas também, agitado como era... não era do tipo que se encolhia e ficava paradinho. Ele queria era se mostrar. Meu Miguel é único. Depois, em casa, fui ver algumas ultras de bebes no youtube e notei que em geral são muito paradinhos. Fiquei orgulhosa do meu Miguel.

Sabe, não vou mentir, foi um baque a notícia do sexo. Acho que o fato de eu ter diminuído a dosagem do antidepressivo ajudou muito, pois eu fico extremamente sensível a qualquer notícia ou mudança. Quando descobri a gravidez eu apenas queria que meu bebe tivesse vida. Tanto fazia o sexo. Com o passar dos dias, comecei a desejar um menino. Eu lembrava dos meus sobrinhos e via o quanto eles eram lindos. Depois, comecei a achar que era uma menina e eu soube: qualquer que fosse o sexo, seria uma felicidade e uma tristeza. Felicidade por vir aquele ser e tristeza, pois um dos sexos teria que ser deixado para o lado. Eu queria um menino e uma menina, mas estava grávida de um bebe só. Eu acreditava tanto que seria uma menina, que já tinha pensado no quarto todinho dela, mas ficava um pouquinho triste, pois o Miguel teria que ser tentando em outra gravidez. Como pode uma pessoa ter sentimentos tão opostos? 

Enfim, a ultra não deixava dúvidas. Era um menino. Era o meu Miguel. Mas um lado meu ficou muito triste porque aquela menininha que eu tinha sonhado em minha mente não existia. Teria que refazer todos os sonhos, pois eu já havia criado dentro de mim um mundo rosa. Me senti culpada por estar assim. Eu queria estar feliz, pois meu milagre, independente do sexo, estava ali, forte, saudável e tão animado com a vida! Fui para casa, parei algumas vezes para vomitar, mas não saia nada. Meu coração estava a mil. Queria muito chorar. E de fato, quando cheguei no meu cantinho, meu refúgio, chorei. Chorei pela menina que não existia, chorei pelo quarto que não faria e pelos lacinhos que não usaria, chorei pela minha família que só nasce menino e que eu sei que preferem meninas, mas principalmente, chorei por eu ser uma idiota, por culpa, pela raiva que eu tinha de mim mesma. Por que não podemos controlar nossos próprios sentimentos. 

Respirei fundo. Entrei no facebook e falei com minhas companheiras nos 2 grupos que participo. Uma forma de aceitar um momento que estou passando é contar para os outros o que se passa na minha cabeça. Dessa forma eu me puno e ao mesmo tempo, me aceito. Sei que muitas, devem ter pensado, poxa, eu louca para ter um filho e essa daí triste por ser um menino. Mas não era isso. Eu também queria um menino, mas eu tinha aceitado minha menina. Ah, sei lá. Tudo é tão confuso e entranho. Elas me apoiaram e não se mostraram indignadas com aquilo que eu estava colocando. A Mah, como sempre, me apoiou demais. Se ela soubesse o quanto as palavras dela me ajudaram nos piores momentos me dando força para levantar... Obrigada Mariana!

Eu sabia que aquilo tudo ia passar. Eu sou uma pessoa forte. Não me deixo abater por muito tempo. Então a terceira coisa que fiz depois de chorar e me confidencializar no face foi procurar o quartinho do meu filhote. Achei tanta coisa linda. Estava sonhando de novo. Toda fez que penso no Miguel, lembro das ultras, do quanto ele tem vida, do quanto ele é esperto e lembro ainda dos meus sobrinhos, de como eles são incríveis. Se meu Miguel for como eles eu seria a mãe mais realizada do mundo.


14 SEMANAS - A ESCOLHA DO NOME

Estou com 14 semanas completas. Meu bebe está lindo e mexendo cada vez mais. 

Semana que vem faço uma nova ultra e até lá quero definir os nomes.

Se for menino vai ser Miguel, mas se for meninas ainda não decidimos. Estávamos pensando em Bianca, mas vão acabar chamando de Bia e não gosto. Conversando com a Soraia sobre possíveis apelidos, falei que gostava de Mel e me lembrei que adoro o nome Melissa. O Erik gostou, mas prefere Bianca. Vamos ver. 

NOMES QUE GOSTO:

  • Menino: Miguel, Murilo, Benício
  • Menina: Melissa, Bianca, Sofia, Ava, Eva, Clara, Clarice.

13 semanas - Translucência Nucal (TN) e mudança para novo ap

ULTRASSOM


Hoje é uma quarta-feira. Hoje completo 13 semanas e para comemorar fui ver meu bebê. 

Cheguei na clínica enjoando muito. Sim, a hiperemese ainda está aqui. 

Tive que correr para o banheiro algumas vezes e também já apresento alguns sintomas de gripe. Que sacola!!!! Estou fraca, com medo e cansada. Mas não vejo a hora de me chamarem para ver o vídeo mais lindo do mundo.

Finalmente me chamam. Pela primeira vez na gravidez faço uma ultra pélvica e não mais transvaginal. Esse pokemon tá evoluindo!!! A barriga já está bem crescidinha. 

Assim que a médica coloca o aparelho com um líquido quente (que para mim é novidade, pois eles sempre foram gelados) na minha barriga eu vejo meu pimpolho. Como ele cresceu!!!! E seu coração estava lá batendo!!! Que delícia ver aquele serzinho com tanta vida e mexendo muito dentro de mim.

Ah! Novidades... desde o fim das 12 semanas que sinto ele mexendo. Não tenho muita certeza, mas acho que é sim. É uma sensação bem diferente. Mas acho que só vou comemorar mesmo quando tiver certeza que é meu filhotão dançando uma lambada. 

A ultra deu super normal. TN 1,1 o que é ótimo! Presença de osso nasal o que descartam a possibilidade de S. de Down, mas sabe que eu não me preocupava nadinha com isso. A única coisa que eu desejo é que meu bebe nasça. Se ele tiver algum problema vou amá-lo do mesmo jeito. Só não aguento se ele vir a falecer.

Quanto ao sexo a médica não quis nem procurar. Mas eu estava tão satisfeita com o coração batendo que nem liguei.



MUDANÇA PARA NOVO AP


Com a chegada do bebê, apressamos a compra do nosso apartamento e acabamos encontrando um ótimo! 3 quartos, espaçoso, zerado, e com área de lazer bem legal (piscina, futuramente academia, suana, salões de festa, churrasqueira e área kids). Estava com um preço ótimo para 03 quarto e acabamos comprando. Essa semana fizemos a mudança. A maior parte o Erik fez. Primeiro por conta dos sangramentos eu estava evitando qualquer sobrecarga física e segundo estava enjoando tanto que não tinha forças para nada.

Tadinho do Erik. Muita coisa estava nas costas dele. Ele resolveu tudo sobre a compra do ap e sobre a mudança. Muitas vezes ele jogou isso na minha cara o que me dava muita indignação e raiva, pois eu não estava cruzando os braços, eu somente não tinha condições nenhuma de nada. Tenho certeza que se ele tivesse sofrido com a hiperemese como eu sofri ele não teria feita metade do que fiz. Mesmo vomitando muito eu ia trabalhar, ajudava em casa pouco, mas ajudava. Para ter uma ideia, eu ia para o trabalho de ônibus, pois não tinha condições de dirigir e tinha que caminhar dois quarterões. Nesses percurso eu ia vomitando umas 3 ou 4 vezes na rua mesmo. Na volta para casa, meu marido me pagava de carro e eu levava um saco comigo e ia vomitando nele.

Enfim, mudança feita, mas apartamento o caos. Como nós compramos um ap novo, ele não veio nem com bocal de luz. Então já viu né? Muitos gastos e falta de móveis planejados. Mas a gente vai se virando.

12 SEMANAS. FIM DO PRIMEIRO TRIMESTRE. FIM DOS ENJOOS?

Completo 12 semanas. Enfim consigo respirar mais aliviada. Começo até a acreditar que tudo vai ficar bem. Já vislumbro a possibilidade desse bebê tão amado vir a nascer com saúde.

Como eu estou? Ainda sofrendo com a hiperemese. Ela ainda me acompanharia por algumas semanas.

Semana que vem faço a translucência nucal que é uma ultrassom que visualiza o líquido na coluna e a presença de osso nasal para indicar ou descartar a possibilidade de o bebê ter S. de Down. Será que vou poder ver o sexo do meu bebê. De fato isso ainda não é tão importante. Só com o que me preocupa e se o coração está batendo.

8 e 9 semanas - A Internação

Antes mesmo de descobrir a gravidez eu já estava enjoando, mas achava que era da metformina, pois a mesma costumava me dar algumas ânsias. Após descobrir a gravidez, aquela série de sintomas fizeram todo o sentido. Os enjoos, as espinhas e principalmente as cólicas tiveram uma razão de ser. Era meu milagre que já estava dizendo “Mamãe, estou aqui!!!”. Eu nem imaginava o que me esperava.

A cada dia que passava os enjoos pioravam um pouco, por vezes acordava de madrugada para fazer xixi e tinha um episódio de vômito. Nada demais. Nada em excesso. A sexta semana chegou e com ela veio a hiperemese gravídica. O que é isso? É quando a mulher, por algum motivo, vomita mais do que o normal para a gravidez.

“Considera-se hiperêmese gravídica( HG) quando as náuseas e vômitos são persistentes, frequentes e às vezes intensos, não cedem facilmente aos tratamentos simples e progridem até causar distúrbios nutricionais e metabólicos como uma perda de peso acima de 4% do peso anterior, desidratação e cetonúria. Delimita-se o tempo do aparecimento das náuseas e vômitos: estes devem iniciar nas primeiras semanas da gravidez.”

” Há muitas teorias que tentam explicar sua causa (ou causas), eis algumas:
- resposta anormal à gonadotrofina coriônica humana;
- citotoxinas, produzidas a partir de substâncias das vilosidades coriônicas, penetram na circulação materna;
- uma insuficiência da glândula adrenal levaria à hipersensibilidade à histamina com reações alérgicas como náuseas e vômitos;
- deficiência de vitamina B6;
- reação gastrintestinal de origem psicossomática.”

Enfim, a tal da hiperemese me pegou de jeito. Não foi fácil. Chegava a vomitar umas 20 vezes por dia. Em uma semana chegava a emagrecer um quilo. Tudo que entrava, saia em poucos minutos, ou segundos. Se fosse gelado, saia gelado.

Chegou a 8ª semana. Estava fraca e desidratada. Liguei para meu GO e ele me mandou ir ao hospital santa Úrsula. Ele me disse que o jeito era a internação. Nesse momento, lembrei da crise de pânico que tive no Hospital Vitória Apart e gelei. Não queria passar por aquilo de novo. Mas dessa vez, graças a Deus, foi bem diferente. Esse hospital não tem emergência, então não tive que ver situações difíceis de outras mulheres.

Chegando lá me colocaram em um quarto e fui informada que não comeria nada até o dia seguinte. 

Como eu estava desidratada, foi um pouco difícil pegar uma veia minha... elas estavam fraquinhas e estouravam. Por fim, acharam uma igual a mim... dura na queda =)

Ficar sem comer foi muito difícil, mas como eu estava tomando várias vitaminas pelo soro e remédios para enjoo, eu sabia que meu bebe estava bem e se ele estava bem, eu tbm estaria. 

Mesmo com os remédios, ainda senti muitos enjoos, mas começaram a diminuir. O remédio me deixava meio grog, então dormia muito. Melhor assim, né? Para o tempo passar mais rápido. No dia seguinte, o Erik foi trabalhar de manhã. Senti muita dó dele. Via que ele estava bem apreensivo com a minha situação, mas ele também não podia deixar o trabalho sem nenhum assistência. Fora que ele dormiu muito mal naquele sofá. Passei a manhã dormindo, mas em um determinado ponto meu GO foi me visitar. Ele foi muito simpático e disse que tudo ficaria bem. Falou que eu já poderia começar a me alimentar. Ebaaaa!!! Finalmente poderia mastigar algo. 

De tarde, o acesso começou a me machucar. Era uma dor muito chata e fina. E enfermeira disse que estava td bem. Nesse momento, o Erik já tinha voltado do trabalho para ficar comigo. Mais uma vez, eu não sabia oq me esperava.

Essa dorzinha passou a ficar mais intensa. As enfermeiras continuavam dizendo que estava td bem, mas eu não aguentava mais nem que tocassem o lugar. Era a minha mão direita. Lá pelas tantas, de tanto eu reclamar, uma enfermeira de mau humor disse que trocaria o acesso, mas ela fez com que eu me sentisse fresca e fiquei com vergonha. Acabei por dizer que não precisava. O Erik ficou puto comigo. Disse que eu morri de encher o saco dela e na hora que ela vai fazer algo eu recuo. Fiquei chateada por ele não me apoiar.

Tentei aguentar, mas estava ficando insuportável. Doía demais! Quando eu falei para o Erik chamar uma enfermeira, pois de fato eu precisava trocar aquele acesso, ele ficou mais puto ainda. Fique indignada. Como ele podia ser tão insensível enquanto eu estava naquela situação. Acabei que eu mesma me levantei, carreguei meu soro e fui atrás da enfermeira. Eu já estava quase chorando (e eu não sou uma pessoa sensível a dor). Era outra que estava de plantão. Ela foi muito solícita e disse que iria trocar o acesso assim que possível. Pelo que eu me lembre ela estava esperando uma outra plantonista para não sei o que. Passou quase 30 minutos. Nesse tempo, para aliviar a dor eu puxava o esparadrapo do acesso, pois como era uma dor aguda da cola do esparadrapo puxando minha pele e pelos, camuflava a minha dor do acesso em si. Puxava bem devagar. Quando ela chegou eu já tinha puxado todos os esparadrapos e estava quase puxando a agulha. Ela olhou com olhos arregalados e eu falava com ela com uma voz embaçada e chorosa. Ele tirou a agulha e falou que eu tive flebite. Ou seja, minha veia inflamou. Estava com a mão vermelha e a veia dura. Posteriormente, conversando com a mamãe, ela disse que eu tenho tendência a flebite. Tive uma vez e ficou toda roxa, demorando um tempão para a veia voltar a ficar maleável. Affff, e as enfermeiras dizendo que estava td bem.

Para piorar o dia, tive uma diarreia do nada e na hora de me limpar, imagine só, sangue. Sangue vivo! Não era pouco sangue. Tentei passar o papel higiênico só na área da vagina para confirmar a área que estava saindo sangue, aparentemente, vinha sim da vagina. Comecei a chorar. Tava tudo errado. Falei com a enfermeira e ela ligou para meu GO. No dia seguinte eu faria uma ultra. Até lá iria demorar 2 séculos e um coração parado, pois era assim que eu me sentia... sem respirar e sem batimentos... como se estivesse petrificada. 

No dia seguinte fui para a clínica no próprio hospital fazer a ultra. E meu bebe estava super bem. Nem sinal de aborto ou descolamento. Então o sangue deve ter sido algum vazinho que se rompeu pela diarreia. Que alívio eu senti! Depois tive alta e fui para casa. 

De tarde tive uma consulta com meu GO. Estava tudo bem e eu poderia voltar a respirar.Percebi que eu seguraria a respiração inúmeras vezes nessa gestação. Eu estava com 9 semanas certinhas.


09 semanas


terça-feira, 18 de junho de 2013

7 SEMANAS - AS CÓLICAS, O PÂNICO E A DEPRESSÃO

Com 7 semanas as cólicas estavam muito fortes. Em uma segunda-feira elas estavam incomum. Vinham em ondas. Fiquei com medo de estar expulsando o bebe. Liguei para o trabalho avisando que não iria. Em seguida, liguei para o Erik e pedi para ele me levar numa emergência.

Fui inicialmente em uma maternidade, lá a médica nem encostou em mim e me passou uma ultra, mas na clínica deste hospital, eles estavam deixando de atender pela Vale e não pude fazer a ultra lá.

Fui para outro hospital, o Vitória Apart, fiquei na área da emergência comum e só depois descobri que o atendimento obstétrico era em outro local.

Cansada, com dor e muito preocupada fui para o setor correto. Meus momentos de horror estavam apenas começando.

Logo na recepção me deparei com uma mulher em processo de aborto. Chorando e com hemorragia, me coloquei no lugar dela. Senti um medo tão imenso de perder meu bebe e acabei caindo aos prantos. Em seguida, uma sensação conhecida começou a tomar conta do meu coração e corpo. Comecei a sentir um pavor, meu corpo gelou, meu coração disparou. Estava tendo uma crise de pânico. Com a medicação que tomava para depressão e ansiedade (Paxtrat), eu ficava muito bem, mas com a descoberta da gravidez estava desmamando o paxtrat e iniciando a fluoxetina (que é bem mais fraca). Eu sabia que era questão de tempo para crises como essa acontecer.

Junto com o pavor, comecei a ter medo de ser mãe. Na verdade, estava tão apavorada que tudo me dava medo. O medo de perder meu bebe era tão grande que acredito que passei a não querer estar grávida para não sofrer com a perda do meu filho tão amado.

Liguei para a minha mãe desesperado. Ela me entende como ninguém e falou que eu não sentia isso de fato. Que era o medo falando por mim. Conversar com ela é sempre muito bom!!!!

O médico me chamou. A maca ainda tinha as marcas de sangue da paciente que estava abortando. Ele mandou esterilizar a maca. Com tudo limpo, fez o toque e estava tudo bem fisicamente, mas neste ponto eu já estava consumida, não parava de tremer. O pavor ainda tomava conta de mim. A sensação é como se estivesse alguém apontando a arma para sua cabeça e vc tem certeza que vão te matar. Ele me passou um exame de urina e solicitei uma ultrassom. Tive que aguardar muito tempo para receber o resultado do teste e fazer a ultra.

Almocei, mas estava enormemente enjoada. No caminho até a clínica que faria a ultra vomitei no corredor. Enquanto esperava minha vez, vomitei numa pia que ficava no corredor tbm. Na frente de todos. O Erik morreu de vergonha, mas no estado emocional que estava, nem me importava.

Quando entrei para fazer a ultra, me tremia tanto que o médico comentou algo, mas tudo agora é meio nebuloso. Vi meu bebe. Ele estava bem. Um lado meu ficou aliviado, mas o lado do pavor, que deturpa tudo oq penso e sinto, não queria mais aquele bebe.

Só de lembrar disso tudo fico ruim. Na época me senti muito culpada. Mas hoje me entendo e até tenho um pouco de pena de mim mesma por ter que passar por isso.

Voltei para casa. eu só queria a minha cama. Estava arrasada! Emocionalmente esgotada. Vou ao banheiro e oq encontro? Sangue preto na calcinha. Na hora pensei: "isso é castigo pelo que fiquei sentindo sobre meu bebê". O que ninguém nunca havia me dito era que algumas mulheres sangram após a ultra.

Liguei para meu GO. Não contei que fui ao hospital (fiquei com vergonha), mas falei do sangue e da depressão. Ele me passou progesterona e aumentou a dosagem da fluoxetina. Demorei ainda algum tempo a aumentar a dosagem, pois não queria fazer mal ao bebe. Até que finalmente tive que me render quando não aguentava mais. Passei algumas semanas tomando a fluoxetina dobrada e assim que eu me senti melhor e mais segura, voltei para a dosagem anterior.

Quanto a progesterona, tomei durante uma semana. O sangramento durou uns 4 dias. Era bem pouco e no fim só sujava o papel.

Esse foi só o começo na minha vida na maternagem.

6 SEMANAS - 1ª ultra

Eu estava com 6 semanas e 6 dias. Era uma manhã de terça-feira. Eu e Erik estávamos muito ansiosos para ver o nosso bebe. O tempo todo eu me perguntava: o coração estava batendo????? Esse era meu maior medo: que meu bebe não tivesse sobrevivido.

Mas a vida que cresce em mim é forte! A médica colocou o aparelho (era ultra transvaginal... saco!) e vi meu botãozinho de amor. Era só uma bolinha, mas já tinha tanta vida!!!! No meio daquele corpinho sem forma, uma bolinha ainda menor batia. TUM TUM TUM TUM. Meu bebe estava vivo!!! Era só que me importava! O Erik ficou todo bobo em ver aquele serzinho ali, seu filho, sua continuidade de vida, sua eternidade no mundo.

Estava tudo ótimo. Meu grãozinho media 0,660 cm e seu coração batia a 120 BPM. Fiquei preocupada pelos batimentos estarem poucos e a médica falou que era devido ao tempo de gestação. Que o coração devia ter começado a bater a pouco tempo. Fiquei tranquila!

Data Provável para o parto: 01 de novembro de 2013.


A PRIMEIRA FOTO DO MILAGRE!!!! MEU NENÉM LINDO!!!!


Contando para o Papai!

Saí do consultório radiante. Nunca tinha sentido uma felicidade como aquela! Algo tinha mudado dentro de mim. Eu seria Mãe! Eu já era mãe! Na saída meu marido me ligou dizendo que já havia chegado para me buscar. Eu o vi na porta da clínica e me deu muita vontade de contar tudo, mas eu queria que fosse especial. Ele perguntou o que o médico falou e eu disse que era o mesmo de sempre: os microcistos e que havia passado uma US para acompanhar. No carro, tentei ser o mais natural possível, mas meu coração parecia que ia explodir. A Soraia me ligou querendo saber mais detalhes, mas eu não podia falar naquele momento. Comentei a ele que finalmente tinha terminado o vídeo que estava fazendo para a família falando sobre as viagens no Es. Quando chegamos em casa preparei o vídeo para ele ver. Ele resmungou, pois estava com muita fome, mas a minha ansiedade era tanta que não podia esperar. Ele cedeu e começou a ver o vídeo, mas reclamou muito. Confesso que tive vontade de jogar o teste positivo na cara dele e dizer “tá aí. Vc vai ser pai!”, mas respirei fundo, eu não queria que aquele momento deixasse de ser especial... afinal ele não sabia o quão importante era aquele vídeo.

O vídeo mostrava a cidade de Vitória e depois outras cidades que visitamos. Tinha alguns vídeo. Ficou lindo!!! No fim, tinha um texto escrito diretamente para a família falando da nossa união e FIM. Fim não, apenas o começo. Então aparecia um espermatozoide fecundando um óvulo. Um pequeno parêntese. Meu marido nesse momento falou assim: “diabo é isso Yasmine! O povo vai achar é que vc está grávida” Eu calei e ele voltou ao vídeo até que após a fecundação aparecia a frase: “Parabéns papai, estamos grávidos”. Ele ficou sem entender e me perguntou se eu estava grávida. Eu disse que sim. Ele falou: “sério?????” eu disse: “sim! Aqui está o teste” E ele revesava o olhar para a tela do computador que mostrava uma cartinha do bebe para o papai e para mim. Uma música linda tocava no fundo. Ele baixou a cabeça e colocou as mãos no rosto. Eu cheguei a pensar que ele estava chateado. Mas o incrível aconteceu. Aquele homem chorou. Vi raríssimas vezes o Erik chorar e ele chorou. Fiquei muito emocionada. Nos abraçamos e choramos juntos. De longe foi o dia mais emocionante e feliz da minha vida.

Este dia mudou a minha vida. Depois disso, cada pensamento era para o meu bebe. Como ele estaria? Seu coração estava batendo? Ele estava saudável?

Na mesma época estávamos comprando um apartamento. Procurávamos um de dois quartos, mas com a chegada do bebe, necessitaríamos de um de três. E, por obra do destino, encontramos o apartamento certo, pelo preço certo e que supria todas as nossas necessidades. Fechamos negócio!!!



Dia 27 de fevereiro de 2013 – dia do positivo

O dia começou como qualquer outro. No trabalho, me veio a idéia: fazer um teste de gravidez antes da consulta. Alguma coisa dentro de mim sentia que eu tinha uma vida em meu ventre, mas uma parte racional, podava esses meus pensamentos e sentimentos. Decidi fazer o teste para quando for ao GO já dar um direcionamento no tratamento, pois aquelas cólicas não eram normais.

No horário do almoço comprei um teste de urina em tira. Entrei no banheiro da minha empresa, mas fui no do andar inferior, pois queria privacidade. Abri a caixa rosa escura e percebi que faltou uma coisa: o pode de coleta de urina. A droga do teste veio só com a tira. Como eu iria emergir a tira na urina sem o copinho. Afão para esse teste viu!!!! Fiquei revoltada, mas resolvi fazer o teste assim mesmo. Iria urinar diretamente na tira. E assim eu o fiz.

Tentei mirar diretamente na ponteira da tira, pois se a urina caísse na parte errada, poderia invalidar o teste e ele não tinha sido barato. De fato, após todos esses meses de tentativas e vários testes de gravidez, eu já tinha desenvolvido uma habilidade que de tão natural parecia que eu tinha nascido para fazer xixis nesses palitos. Consegui fazer o xixi na ponta do teste, mas como ele necessita de um tempinho imerso para absorver o xixi e fazê-lo subir como um elevador até a linha controle que indica se o teste foi válido ou não. Antes da linha teste aparece uma primeira linha que é mágica, a linha do positivo. Mas claro, que essa primeira linha nunca apareceu para mim. A magia nunca tinha sido feita na minha vida. Como não houve a possibilidade de imersão, o palito absorveu pouco xixi, mas o suficiente para subir até a metade do caminho. Pirei quando vi oque achava que não veria: uma metade de linha superforte. Como assim????? E a linha de controle??? Metade de linha???? Para explicar melhor vou fazer um desenho da tira e mostrar o que eu vi.


COMO É O TESTE








O QUE VI ASSIM QUE FIZ O TESTE









Quando vi esse resultado fiquei doida. Como assim???? Meio teste???? Pensei: ou o teste deu errado e caiu urina fora do local correto e comprometeu o teste, ou o teste deu positivo e não teve xixi suficiente para absorver até a linha de controle.

Joguei o teste no lixo e voltei para o trabalho. Cada vez que pensava nisso meu coração disparava. Mas mais uma vez o lado racional podava qualquer possibilidade de o que eu ter visto era o milagre da vida. No meio do turno da tarde, falei com minha amiga Milene pelo whastupp e contei o ocorrido. Ela me animou e falou: Pega o teste e bate uma foto para eu ver!!! Ihhh... eu tinha jogado o teste no lixo, mas eu tbm queria saber. Fui ao banheiro e vasculhei o lixo até que finalmente eu peguei o teste e a imagem que eu vi foi a seguinte:


COMO O TESTE FICOU APÓS UM TEMPO








Como assim??? Ai meu Deus??? Será que estou mesmo grávida??? A Mi me orientou a fazer um novo teste. Saí do trabalho no fim do expediente e fui em outra farmácia. Lá eu comprei um teste de caneta (que não precisa de copo de coleta). Paguei se não me engano 32 reais. Nunca tinha pago tanto num teste! Como o consultório do meu GO é bem pertinho do meu trabalho, fui andando até lá e pensando. Deus, por favor, não deixe que eu me decepcione. Passei por uma banca de revistas e de cara meus olhos focaram uma capa que falava sobre a gravidez de Juliana Paes. E ela está grávida? Para todo canto que olhava eu via grávidas e bebes. Seria um complô? O universo fazendo uma brincadeira de mal gosto. Por que será que a gente só pensa no pior? Por que eu não pensei: isso é Deus me dando um sinal. Para falar a verdade, eu pensei nisso, mas o lado racional, como sempre, cortando qualquer possibilidade de felicidade. Ele precisa de fatos! Eu precisava de fatos!

Na recepção falei que estava ali para ver o Dr. Justino. Dei minha carteirinha do plano de saúde e perguntei onde era o toalete. Entrei, respirei fundo, fechei a porta. Abri o pacote e dessa vez estava td ok.  A canetinha estava lá... rosada... linda... e o melhor: não precisava do copinho de coleta.

Mas uma vez me vi naquela situação. Mirando uma ponteira. Não tive muito xixi, mas foi o suficiente. Antes de eu se quer conseguir colocar a tampa da ponteira as duas linhas perfeitas, fortes e rosas apareceram. Eu estava vendo a magia, o milagre tinha sido feito na minha vida, em meu ventre! Me tremia! Me arrepiava! Não sabia se ria ou chorava. Aquela emoção é indescritível. Nada se compara. Em toda a minha vida, em todos os meus 27 anos, nada nunca chegou aos pés daquela emoção. Eu era mãe!

Devo ter saído do banheiro branca, pois sentia que todos olhavam para mim. Eu pensava comigo mesma: “ eles não fazem ideia do milagre que aconteceu no banheiro. Eu entrei treinante e saí mãe”.


FOTO DA CANETINHA MILAGROSA






Queria contar para todos! Gritar aos quatro ventos! EU SOU MÃE!!!!!! Sim, sou mãe, pois a maternidade começa ainda no ventre. Queria contar para alguém! Liguei para minha amiga Soraia que tem sido uma grande companheira nessa etapa “longe da família”. E falei: “Soraia, eu estou grávida!” Não me recordo oq eu ela falou, acho que foi algo como “como assim?”. “Sim! Eu fiz um teste e deu positivo”. “Sério?”. “Sim!”. “Amiga, estou dirigindo, toh quase batendo o carro. Quando eu chegar em casa eu te ligo.” A conversar foi mais ou menos essa, rsrsrsrsrs. Nesse momento começou a me bater um medo tão grande. Medo da felicidade, eu creio. Respirei fundo. Eu não ia deixar aquela emoção tão grande e bonita ir por água abaixo por esses medos bobos. Eu estava feliz!. Mandei também uma mensagem para a Milene contando a notícia. Ela que me acompanhou em todo esse processo devia também ser uma das primeiras a saber.

A recepcionista me chamou e disse para eu me dirigir ao consultório do Dr. Justino. Chegando lá eu era só sorrisos. Ele perguntou sobre as novidades e eu contei: “Estou grávida! Fiz o teste agora e deu positivo”. Ele sorriu e apertou a minha mão me parabenizando. Mostrei o teste para ele e naquela mesma hora começou meu pré-natal. Ele verificou minha pressão, meu peso e me passou uma serie de exames, mas não me passou o beta. Na hora, eu não me importei, estava tão feliz que nem passava a possibilidade daquele teste de farmácia estar errado.


Sintomas de Milagre

Cerca de 3 a 4 semanas após a MIV, comecei a sentir cólicas. Mas elas em nada lembravam cólicas de menstruação. Parecia mais como se estivesse torcendo meu útero,  à vezes sentia uma pontada no osso pelvico. Lembro que na época senti que finalmente havia conseguido meu tão sonhado positivo.  Tive a seguinte conversar com a Milene no face, estava no 32DC:

Eu: Mi, toh achando que estou gravida. Rsrsrsrsrrsrsrsrs. Doida eu (eu me considerava doida por que achava que não tinha ovulado).
Ela: serio??? porque??
Eu: estou com umas coliquinhas estranhas, umas fisgadas...
Ela: ai ai
EU: provavelmente não é, mas estou com isso na cabeça
Ela: que dia do ciclo?
Eu: pera ai q tenho que contar. Rsrsrsrsrrs. 32DC. Ou então a miv vai fazer a sacanagem que fez comigo no ciclo passado
Ela: afff. faz um teste amiga.
Eu: sei lá MI. acho que vou esperar. É tão ruim ver aquele negativo
Ela: isso nem me fale
Eu: pelo menos assim tenho um pouco de esperança
Ela:ai amiga vc precisa saber pra se cuidar né
Eu: mas uns dias não faz diferença
Ela: kkkkk isso é verdade
Eu: sei lá. É que não estou muito animada. Uma parte acha que deu certo, mas uma outra sente que não
Ela: vc sabe se ovulou?
Eu: não. rsrsrrsrsrsrrsr
Ela: sei como é...sinto isso todo mês
Eu: acho que provavelmente não neh? sei lá toh confusa acho que vou fazer logo esse teste para desencanar
Ela: precisávamos pelo menos saber se ovulou
Eu: amiga, vou ao supermercado. vou ver se compro um teste. 
beijooooooooooooooooooooooosssssssssssss
Ela: passa na farmácia e compra um teste. sei lá, um baratinho. Se tiver que dar vai dar.


Nesse dia fui ao supermercado e enquanto meu marido foi iniciar as compras passei na farmácia. Não queria que ele soubesse que suspeitava. Mas o teste que tinha era um muito simples e muito caro. Me recusei a comprar.

Os dias foram passando e aquela sensação de ter conseguido deu voz a um medo conhecido: câncer. Isso porque as cólicas estavam cada vez piores. Marquei meu GO para o dia 27 de fevereiro, mas no dia 26 a dor estava bem pior. Fui ao hospital e na triagem contei o que estava acontecendo e por já ter essa cólica há duas semanas me deram uma pulseira azul. Perguntei em quanto tempo eu seria atendida e a pessoa falou 4 horas e meia. Fui embora. O que quer que fosse poderia esperar mais um dia pela consulta. No dia seguinte a minha vida mudaria completamente.

Uma Vida de Treinante - Parte III - Deixando acontecer

Meu 5º ciclo começou no dia 29 de novembro. Eu já estava muito desanimada. Cansada emocionalmente. Tinha apostado todas as minhas fichas no ciclo retrasado. Não queria nem mais tomar indutor, mas o GO enfatizou que por ter ação acumulativa, deveria tomar por 6 ciclos. Fiz como ele mandou. Nessa época havia decidido mudar de área. Tinha começado um MBA em Gestão de Pessoas e iria procurar emprego no setor administrativo. Meu foco estava começando a mudar. 

Em dezembro viajei para Fortaleza e lá esperava a MIV. Ela não veio. Janeiro chegou e nada da MIV. Resolvi que iria começar a investigar o porque que não engravidava. Me indicaram uma médica especialista em trombofilia. Fui nela. Falei da falta da MIV. Ela me passou uma série de exames e provera para a vermelha dar as caras. Fiz alguns exames e os demais só poderia fazer após menstruar. 

Na época senti muito fortemente no meu coração que eu iria engravidar até abril, mas sentia que fevereiro seria de fato o mês. No dia 11 de janeiro tive esse conversa com a Milene, uma amiga do EF.

Eu: estou sentindo que vou engravidar até abril. Não sei porque, mas estou sentindo isso.
Ela: Ai que bom!!!!
Eu: Estranho, neh? Pode ser que eu esteja enganada. Mas eu sinto isso dentro de mim.
Ela: Não tá não.
Ela: É Deus falando no seu ouvido.
Eu: Tomara.
Ela: reze querida, peça pra ele confirmar isso em sua vida
Eu: já rezei. Sempre falo com ele. Papo reto, sabe? Rsrsrsrsrsrsrsrs

Ela estava certa! Era Deus falando no meu ouvido.

No dia 23 de janeiro de 2013 comecei um novo trabalho e havia decidido esperar. Não queria engravidar no período de experiência e também queria comprar meu apartamento. Conversei com meu marido e a decisão estava tomada. Entretanto, já que não engravidava mesmo, não quis voltar ao AC, pois após 12 anos de uso queria me desintoxicar e continuei com o glifage, pois aparentememente terei que tomar para o resto da minha vida. Na verdade eu queria apenas deixar acontecer.

Nesse ciclo não fiz nada. Não tomei indutor. Não medi minha temperatura todas as manhãs para verificar o dia da ovulação, nem mesmo sabia em que dia do ciclo estava. 

Uma Vida de Treinante - Parte II - Neurose Mode ON

Fiz o que a GO falou, tomei os AC’s e no quinto dia do ciclo (DC) eu comecei com o indutor. Lembro como se fosse hoje. Era 1º de agosto de 2011. No mesmo dia, pesquisando sobre indutores eu encontrei um fórum de meninas que estavam no mesmo barco que eu: os das Treinantes. Lembro demais que nos primeiros acessos eu fazia inúmeras perguntas. Sentia-me uma analfabeta no que se referia ao meu próprio corpo. Não sabia, ou melhor, não lembrava como calcular meu período fértil, não sabia em que dias treinar. Essa palavra TREINAR passou a ser constatante em meus diálogos e significa sexo com finalidade de procriação. Enfim... não sabia de nadinha. Mal eu imaginava que pouco tempo depois eu viraria uma expert no assunto.

Neste site, o e-family, fiz inúmeras amiga. Iniciei grandes amizades e é maravilhoso ver que algumas delas já com seus milagres nos braços.

Ainda no mês de agosto, fui em uma endocrinologista especialista em SOP. Fiz alguns exames, inclusive o de resistência insulínica. Resultado: positivo. O que isso quer dizer só posteriormente vim a saber. Significa o seguinte: minha insulina e glicose são normais em jejum, mas após eu comer minha insulina sobe expressivamente. A médica falou que a resistência insulínica estava intrinsecamente ligada à SOP. Como assim??? Tenho diagnóstico de SOP desde sempre e ninguém nunca disse que eu poderia ter isso. A médica falou também que eu poderia, caso não fosse tratada, vir a ter diabetes. Medicou-me com Glifage XR de 500 e falou que com o glifage (que é um remédio para diabetes) iria me ajudar a ovular. Achei tudo aquilo muio estranho, mas de fato meus ciclos começaram a ficar mais organizados.

Como a Drª Monica não atendia pela Vale e eu estava definitivamente com este plano, fui em uma nova GO. Ela tbm me foi altamente indicada. Chegando lá, falei que queria um acompanhamento, pois estava tentando engravidar. Ela olhou meus exames e contei meu histórico e ela disse que teria que voltar para o AC. Como assim voltar para o AC???? Ela não escutou o meu histórico??? O AC só melhora meus ovários enquanto estou tomando, pouco tempo depois , questão de dias, todos os cistos voltam! Ela respondeu que eu não tinha tecido ovariano sadio para ovular, pois estava tudo tomando pelos microcistos. Saí de lá com a certeza que aquela era uma GO ignorante sobre SOP. Sim! Com AC td fica maravilhoso, mas sem AC dentro de um ciclo tudo volta ao "normal", ou seja, muitos microcistos. Então, para mim não valia a pena passar 6 meses com AC e rezar para ovular no mês em que parar. Odeio saber mais sobre um assunto do que o próprio médico. Pela minha leitura extensiva e intensiva que fiz, os médicos que de fato entendem sobre o assunto não indicam mais AC para treinantes. Marquei um 3º GO, desta vez ele foi indicado por algumas meninas do EF.

Ainda em agosto, fiz uma ultrassom perto da época que deveria ovular. Resultado, os AC’s que tomei para a MIV vir ou o Glifage haviam diminuído significativamente meus microcistos. Achei que fosse o AC, pois o glifage fazia pouco tempo que estava tomando. Fiquei feliz e impressionada do poder dessas pílulas. Da mesma forma que o poder dos 12 anos de AC tinha acabado em poucas semanas após o término da medicação, me trazendo incontáveis microcistos, também obtive uma melhora rápida com poucos dias de uso para a MIV descer. 

Mas a má notícia: não havia nada que indicasse que eu iria ovular. Fiquei triste.

No fim de agosto menstruei com 26 DC. Nossa! Como fiquei feliz! Lembro que no e-family (EF) muitas meninas ficavam super chateadas com a vinda da MIV (minha inimiga vermelha), e eu pensava: elas não sabem o quanto tem sorte, pois só quem tem dificuldade em simplesmente menstruar sabe o quanto ela é preciosa, pois quer dizer que provavelmente seu organismo está bem.

Nesta época minhas neuras começaram a aumentar... eu só pensava em bebê, em treinos, em período fértil. Só quem foi treinante sabe a agonia, a ansiedade, o medo que uma treinante tem. Nós queremos nosso bebê para ontem. 

Nesse ciclo fiz uma grande amiga no EF, a Déia, ela era igual a mim: SOP, ansiedade, neurose.... Ela havia me falado que estava tomando 2 comprimidos do indutor e que finalmente aquele mês ela tinha ovulado. Não lembro do por que ela acreditava que tinha ovulado, mas aquilo me pareceu mágico, já que numa ultrassom no ciclo anterior o médico falou que não havia indicativo de ovulação. O que fiz? Por minha conta e risco eu aumentei a dosagem. Aquela seria a primeira das loucuras que faria pelo meu bebê.

Fui no novo GO e ele concordou comigo, quer dizer, eu nem falei o que pensava sobre AC para treinantes, pois queria saber se ele estava atualizado. De fato ele falou que não fazia sentindo AC para treinantes e que somente o glifage com o indutor iria me fazer ovular. Fiquei feliz por saber que estava em mão competentes. Falei para ele que tinha tomado dosagem dupla do indutor e ele falou que aquilo estava errado e sem necessidade. Ainda lembro da careta que ele fez. Posteriormente percebi que para tudo ele faria caretas.

Na época da ovulação tive uma dor terrível no ovário esquerdo. Corri para o hospital. Fiz uma US e resultado: superestimulação ovariana com dois megacistos em cada ovário. Meu ovário esquerdo estava com 111cm3. A médica falou que poderia, devido ao peso dos cistos, ter meu ovário torcido. Senti muito medo e envergonhada. Graças a Deus, td ficou bem. Liguei para meu novo GO e falei o que aconteceu. Ele falou que meu corpo absorveria os cistos e não precisaria de nenhuma conduta médica. Tive um ciclo de 36 dias.

No fim de setembro fiquei sabendo da gravidez da minha amiga Déia. Fiquei muito feliz por ela. Ela me contou tudo o que fez no ciclo. Ela foi em um especialista e ele indicou um procedimento que era batata. Tão batata que ela engravidou. Do 2º ao 6º DC tomaria dois comprimidos de indutor por dia. No 14ºDC aplicaria uma injeção de OVIDREL que é uma injeção a base de beta HCG que ajuda a romper os folículos. Deveria treinar nesse dia e no dia seguinte. E do 18ªDC em diante usaria progesterona de 200mg via vaginal. Foi aí que fiz minha segunda loucura. No mesmo dia comprei o Ovidrel numa farmácia. Faço um parêntese, ele custou mais de 200 reais. Mas como tinha tido os supercistos, não poderia correr o risco de acontecer de novo, então continuei o indutor como o médico falou, do 4º ao 8º DC, no 14º DC estudei na net como aplicava injeção subcutânea e eu mesma me apliquei a injeção na barriga. Por fim no 18ºDC comecei a progesterona. Foi nessa época que o destino me apresentou o 2º limbo. Este limbo não é mais relativos ao “Eu quero engravidar?”, mas sim “será que engravidei?”. Essa época é de muitas expectativas e ansiedades. Cada dia mais achava que tinha conseguido o meu POSITIVO. Comecei um vídeo para o Erik para falar sobre a gravidez. Uma certeza se enraizava. A MIV não veio. O que na época eu não sabia era que em algumas meninas, a progesterona impede de menstruar, eu apenas achava que atrasaria. Fiz teste com 26DC, 28, 29 e comecei a desanimar. Minha amiga falou que com ela também não tinha positivado. Só positivou com 33 DC. No 33º fiz um beta. Nossa, quanta ansiedade!!! A todo momento eu olhava o site do laboratório. Eu havia feito dois betas: um qualitativo que diz apenas positivo ou negativo e outro que era quantitativo que informava a quantidade do hormônio beta HCG no sangue. O qualitativo sairia no mesmo dia, o quanti demoraria dois dias. O quali saiu: NEGATIVO. Foi um baque que não desejo a ninguém! Fiquei revoltada! Muito triste. Na mesma época a Déia havia perdido o bebe dela. Tristeza dupla. Parei com a progesterona e 2 dias depois a MIV veio. Ciclo com 34 dias.

Em 31 de outubro comecei meu quarto ciclos. Fiz as mesmas coias que no mês anterior, mas dessa vez contei para meu GO e ele falou que não havia problema. Então fiquei tranquila, mas sem muitas esperanças. Introduzi progesterona por 10 dias e parei, dias depois a MIV veio sem nem precisar de teste de gravidez.